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História

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O Hospital Pedro de Alcântara (HPA) foi fundado em 30/12/1945 por Agostinho Pereira de Souza, com a finalidade de dar assistência médico-hospitalar gratuita na área da Psiquiatria.

O Hospital atende exclusivamente a mulheres com distúrbios mentais e comportamentais, bem como o atendimento médico-ambulatorial a ambos os sexos.
 
Ao longo dos anos este trabalho foi realizado com muito amor, carinho e dedicação. Foram muitas as adversidades, principalmente financeiras, mas com a ajuda dos nossos sócios mensalistas e dos doadores eventuais a cada dia foi vencida uma etapa e conseguimos cumprir com nossas responsabilidades junto às nossas usuárias.

Agostinho
Pereira de Souza

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1933

Fundação da Associação Espírita Obreiros do Bem (AEOB) na Rua Barão de São Francisco, residência do casal Antônio José e Joaquina da Silva Ferraz. Seus primeiros frequentadores eram amigos médicos e espíritas .

1935

Fundado o Ambulatório Allan Kardec, com o objetivo de dar continuidade aos Atendimentos Médicos.

1939

Iniciada a construção do então futuro Hospital Pedro de Alcântara.

1945

Em 30 de dezembro de 1945, Fundação do Hospital Pedro de Alcântara.

1955

Falecimento do Sr. Agostinho em 1955, matéria publicada no Jornal A Noite.

1961

A Mantenedora do Hospital Pedro de Alcântara recebe o Título de Utilidade Pública.

1973

Fundação do Centro de Estudos do Hospital Pedro de Alcântara, em setembro. O CEHPA tem sua história marcada pela Promoção de Seminários e Cursos de natureza Médica.

1977

Assinatura do 1º. Convênio do HPA com o INAMPS (SUS).

1988

Promulgação da Constituição de 1988, com alteração da Legislação voltada às pessoas em sofrimento psíquico.

1989

Ampliação da estrutura de internação psiquiátrica, visando a oferta de residência específica para particulares (preços acessíveis).

2000

Início das visitas e atividades recreativas de voluntários de modo estruturado.

2006

Lançamento da campanha "Todos Juntos" – em prol do Hospital Pedro de Alcântara.

2008

Primeira apresentação do coral "Esperança e Vida" composto por pacientes internadas, inclusive com apresentações externas.

2012

Exposição no Tijuca Tênis Clube de pinturas das pacientes internadas.

2016

Ampliação do projeto original do Hospital Pedro de Alcântara e criação da Obra Assistencial Pedro de Alcântara. Fim do regime de internação, seguindo a legislação em vigor.

2017

Publicação nas redes sociais do novo site da Obra Assistencial mantida pela AEOB.
Nascido na cidade do Porto, Portugal, aos 28 de novembro de 1889, e desencarnado no Rio de Janeiro, a 12 de outubro de 1955. Foram seus genitores Manoel Sebastião Pereira de Souza Júnior e Dona Maria Luíza Ramos de Souza. Chegou ao Brasil com 12 anos de idade, em 1901, aportando no Rio de Janeiro disposto a vencer na vida, como efetivamente venceu, sobretudo pelo seu espírito de honestidade, enfrentando árduas lutas, sem jamais esmorecer um só momento.Casou-se com Dona Deolinda Veloso de Souza Agostinho, de cujo consórcio nasceram seis filhos. Dona Deolinda era médium de notáveis virtudes, muito trabalhando em benefício da Doutrina dos Espíritos. Depois de um curto período de insidiosa enfermidade, deixa-o viúvo no dia 12 de outubro de 1954.

Foi um grande golpe para Agostinho, que o suportou com aquela paciência nascida na Doutrina Espírita, através do conhecimento da imortalidade da alma. No primeiro aniversário da desencarnação de sua idolatrada esposa, exatamente no dia 12 de outubro de 1955, Agostinho, após rápida enfermidade, teve a ventura de se desprender do corpo físico, na maior serenidade, partindo em busca de sua doce companheira de romagem terrena, numa prova inconteste de que eram realmente almas irmãs.

Foi um homem bafejado pela fortuna material, bem situado na vida, como justo prêmio ao seu espírito de trabalho, porém, soube empregar bem a sua fortuna, jamais a ela se escravizando, revertendo-a em benefício de seus auxiliares diretos e em obras de benemerência.Espírito humanitário, dedicado ao bem, colaborava em quase todas as obras de assistência à criança e à velhice desamparadas, ajudando indiscriminadamente a quantos dele necessitassem.

Fez parte do Conselho Superior da Federação Espírita Brasileira, era membro da diretoria do Grupo Espírita “Anthony Léon” da Tijuca, e fez parte da Fundação Marieta Gaio, ao lado de seu fundador Manoel Jorge Gaio. Por sugestão de Leopoldo Machado, procurou a direção da Associação Espírita “Obreiros do Bem”, que na oportunidade pretendia construir um Hospital para Doentes Mentais. Interessou-se pela obra, doou o terreno na Rua Santa Alexandrina, no Rio Comprido, e sob sua presidência, esforço e tenacidade, coadjuvado por uma plêiade de outros dinâmicos companheiros, deu início à construção do Hospital Espírita “Pedro de Alcântara".

Falar da obra de Agostinho Pereira de Souza é um nunca acabar, pois, não houve uma só realização dentro do terreno espírita no Rio de Janeiro, que o seu nome não figurasse em primeira linha. Juntamente com Leopoldo Machado, fundou a Hora Espírita Radiofônica na antiga Rádio Transmissora. Foi um dos baluartes na realização do I Congresso de Mocidades Espíritas do Brasil, junto a Leopoldo Machado, Lins de Vasconcellos, Carlos Imbassahy e tantos outros.

Orador fluente, tomou parte em diversas Semanas Espíritas e no constante “Ide e Pregai”, por todo o antigo Distrito Federal. Escreveu vários opúsculos baseado nos seus conhecimentos doutrinários e muito ajudou Leopoldo Machado na publicação de seus livros.

Coração bondoso, calmo, comedido, temperamento cristão, Agostinho Pereira de Souza, foi reconhecidamente humilde em todas as suas realizações. Seus atos, suas atitudes, seu devotamento à Causa Espírita, seu amor ao Divino Amigo Jesus, levaram-no a sublimes exemplificações, pregando o Evangelho não só por palavras, mas acima de tudo pelo exemplo.

Referência: LUCENA, Antônio de Souza e GODOY, Paulo Alves. Personagens do Espiritismo. Edições FEESP, 1982. 1ª edição, SP

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